VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – 8 DÚVIDAS

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – 8 DÚVIDAS

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – 8 DÚVIDAS | Até essa sexta-feira (31/05/2019), 6.587 casos de violência contra a mulher foram registrados no Distrito Federal – uma fração do número real. Segundo uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas duas de cada 10 vão à delegacia. No DF, 14 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2019. Apesar de o assunto ser recorrente, ainda restam muitas dúvidas sobre como ajudar uma pessoa que está passando por esta situação, por que ela acontece e como funciona a responsabilização dos agressores.

Com o projeto Elas por Elas, o Metrópoles se propõe a disseminar informações que sirvam para prevenir e combater a violência de gênero. Em parceria com a Secretaria de Educação, a equipe do portal também tem visitado escolas para conversar sobre o assunto com adolescentes. Nessas rodas de conversa, surgiram vários questionamentos e pedidos por informações. Aqui estão as respostas:

MINHA VIZINHA SOFRE VIOLÊNCIA, COMO POSSO AJUDAR?

Normalmente, a mulher em situação de violência doméstica se sente isolada da família e dos amigos. Sem entender a relutância dela em sair do relacionamento, quem é próximo acaba se afastando, e a mulher fica ainda mais vulnerável e dependente do agressor. Uma boa forma de ajudar é oferecer abrigo, companhia para ir à delegacia ou auxílio financeiro para mudar de cidade, se for o caso.

“É muito importante não julgá-la. A mulher permanece em uma relação violenta por muitas razões: medo, vergonha, culpa, esperança de que o comportamento do parceiro mude, crenças religiosas, para manter a família unida e preservar os filhos, dependência econômica, psicológica ou isolamento social”, explica a juíza Fabriziane Zapata, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Riacho Fundo e uma das coordenadoras do Núcleo Judiciário da Mulher, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Ela conta que é preciso se mostrar disponível a ajudar, mesmo que a vítima tenha reatado o relacionamento violento.

Juliana Contaifer – 01/06/2019

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