‘Tem Saída’ deve beneficiar 220 mulheres vítimas de violência doméstica na capital

Representantes da Rede de Proteção à Mulher em Alagoas participaram, nesta quinta-feira (12), do lançamento do programa “Tem Saída”, que visa garantir capacitação e emprego para vítimas de violência doméstica. A expectativa é que pelo menos 220 mulheres sejam beneficiadas na capital com a oferta de cursos e vagas de trabalho.

De acordo com a presidente da Comissão Especial da Mulher da Ordem dos Advogados (OAB/AL), Anne Caroline Fidelis, dez empresas já se cadastraram no programa. “São salões de beleza, restaurantes e outras que disponibilizarão vagas de trabalho específicas para essas mulheres. A tendência é que cada vez mais empresas sejam parceiras”, disse.

Ainda segundo Anne Caroline, 30% das mulheres que permanecem no relacionamento abusivo o fazem em virtude da dependência econômica. “Queremos mostrar que existe uma saída. O programa se propõe a ajudar essas mulheres a quebrarem o ciclo da violência por meio da autonomia financeira”.

Para ingressarem no “Tem Saída”, as mulheres em situação de violência doméstica ou familiar precisam já ter acionado o sistema de Justiça. As portas de entrada são Judiciário, Defensoria, Ministério Público e os próprios órgãos de segurança.

“Se elas já tiverem denunciado os abusos e forem dependentes financeiramente, serão encaminhadas para entrevistas de emprego nas empresas previamente cadastradas no programa”, explicou Anne Caroline, ressaltando que, além das vagas ofertadas pelas empresas, foi firmada parceria com o Senac para a disponibilização de cursos e treinamentos.

O Tribunal de Justiça de Alagoas participou do lançamento do programa. “Esse projeto é lindo. Espero que seja um sucesso e que as mulheres cada vez mais se libertem dessas agressões”, disse Erika Lima, representante do TJAL no evento.

Para o presidente da OAB/AL, Nivaldo Barbosa, o apoio das entidades parceiras é fundamental para o êxito da iniciativa. “O programa é a junção de forças de uma série de atores empenhados em contribuir para resolver o problema da violência contra as mulheres”, completou.

 

Texto Diego Silveira – Dicom TJAL

Foto Caio Loureiro – Dicom TJAL

 

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