Feminicídio em 2019 é 121% maior que no ano anterior, diz SSP/AL

Dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) apontam crescimento assustador de mais de 121% nos casos de feminícidios se comparados o ano de 2018 e até 22 de novembro deste ano.

Os números foram divulgados em coletiva de imprensa na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, na manha desta segunda-feira (25), em Jacarecida, data em que se registra o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.

Ainda de acordo com os dados da SSP, no ano passado 19 mulheres foram vítimas de feminicídios de um total de 69 delas assassinadas em Alagoas, enquanto que até novembro de 2019, 42 mulheres foram vítimas do mesmo tipo de crime, de um universo de 82 que perderem a vida no estado.

Além disso, os números também confirmam que as maiores vítimas em Alagoas são negras e de periferia: 122 delas foram assassinadas nos últimos dois anos.

O relatório divulgado pela OAB dá conta ainda de que 80% das vítimas mortas são negras ou pardas, 50% das mortes aconteceram por arma de fogo, seguidas por 26,4% atingidas por arma branca.

Os dados também indicam que a maioria dos assassinatos foi praticada por ex-maridos (26,4%) e maridos (22,6%), crimes, aos domingos (20,8%) e 74 casos dos assassinatos dentro de casa.

“Os números mostram que é urgente que a rede de atendimento às mulheres seja fortalecida em Alagoas. A violência não para, os dados apontam para o crescimento do número de mulheres agredidas e mortas no estado e não podemos continuar fazendo de conta que isso não existe”, declarou Paula Lopes presidente do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher e membro da coordenadoria da Mulher (CDDM-AL).

Irmãs Mariposas – O Dia Internacional de Não Violência contra Mulher foi instituído como referência à luta  das irmãs Patria Mercedes Mirabal, Minerva Argentina Mirabal e Antonia Maria Teresa Mirabal, as Irmãs Mirabal ou Irmãs Mariposas, torturadas e assassinadas – eram militantes dos  direitos das mulheres – pela ditadura imposta na República Dominicana por Rafael Leónidas Trujillo, em 1960.

Crédito imagem – Ascom/OAB

 

 

 

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